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É possível utilizar óleos essenciais em animais?
Publicado em: 14/10/2019
"Será que posso usar óleos essenciais nos meus animais?" Essa é uma pergunta frequente nos nossos cursos, e, a princípio, a resposta é SIM!

Mas claro, como estamos falando de seres com um olfato muito mais apurado, extrema sensibilidade e organismo diferente do nosso, é preciso cautela. A aromaterapia para animais pode ser maravilhosa, se administrada corretamente. Afinal, existem muitas substâncias químicas puras, não diluídas, num único vidro de óleo essencial, e os efeitos são muito poderosos, ainda mais em animais.
Um pouco de história
A aromatologia (ciência que estuda os óleos essenciais e seus derivados) não é tão recente no que se refere ao uso da aromaterapia em animais. Mas foi justamente em 1912, junto com a famosa experiência de Gattefossé ao mergulhar sua mão queimada em óleo essencial de lavanda, que ocorreram também os primeiros testes em animais.

Atualmente, alguns óleos essenciais são cobertos por seguros de saúde na França, Inglaterra e Alemanha, onde já são aceitos em cápsulas, xaropes e comprimidos específicos para os animais.
Quais animais podem se beneficiar da aromaterapia?
Embora a aromaterapia seja uma ótima aliada em tratamentos para animais, nem todos os animais podem se beneficiar dela. Cavalos e cães são os animais que mais podem se beneficiar, pois são muito semelhantes à fisiologia do ser humano.

Outros animais, como os gatos, não têm uma enzima que permita a quebra dos óleos essenciais, sendo tóxicos para eles. Mas isso não quer dizer que gatos não possam ser tratados de outras formas naturais: no caso deles, melhor seriam hidrolatos, substâncias aquosas que contêm traços de óleos essenciais em pouca quantidade. Aromatizadores de ambiente, por serem mais suaves, também podem ser usados no ambiente onde os gatos estão.

Já é sabido que os óleos essenciais agem em diversos níveis e são multidimensionais, mas, em animais, esses níveis se concentram entre o físico e o emocional.

A nível emocional, a aromaterapia para animais pode auxiliar em casos de morte, abandono, traumas, medos e ansiedades (principalmente a ansiedade por separação, típica em cães).

A nível físico, a aromaterapia para animais serve para tratar vários tipos de doenças, perturbações e moléstias, como problemas de pele, de pelo, doenças inflamatórias, nos ossos, no sistema circulatório, nas articulações, etc.

Os óleos essenciais para animais podem ser acrescentados em xampus, condicionadores, bálsamos, substâncias emolientes para serem utilizadas em cascos, unhas e focinhos rachados, para fins de hidratação. Também pode-se adicionar os óleos essenciais em cremes-base, sem substâncias químicas, em sabonetes, produtos para massagem e de uso externo como pomadas.
"Os óleos essenciais para animais podem ser acrescentados em xampus, condicionadores, bálsamos, substâncias emolientes."
A importância da anatomia
Para os gatos, são indicados hidrossói ou hidrolatos.
Antes de pensar em trabalhar com óleos essenciais nos seus animais, é importante pesquisar a anatomia de cada um, pois assim você descobrirá se o caminho do óleo essencial está "livre" de interferências para atuar no organismo do bichano, ou se poderá causar efeitos indesejáveis, devido a uma estrutura anatômica e fisiológica diferente que não permite a "digestão" e correta absorção de óleos essenciais.

Veja como funciona para gatos, cães e cavalos:

Gato: diferente do cão e do cavalo, que não são facilmente envenenados, o gato é um caso especial, pois seu fígado não tem a capacidade de armazenar e metabolizar terpenos, presentes nos óleos essenciais. Por isso o indicado para eles são os hidrossóis ou hidrolatos. Os felinos são carnívoros estritos (ou obrigatórios), o tipo mais extremo de predador que existe. Não conseguem conjugar os aminoácidos metionina e cisteína para fabricar taurina, um aminoácido essencial à saúde dos olhos e ao coração dos bichanos.
Cão: carnívoro, possui um sistema digestório bem mais simples, curto e bastante ácido, que ajuda a quebrar proteínas e destrói bactérias. Ausência da enzima amilase na saliva.

Cavalo: herbívoro, não come carne, somente alimentos de origem vegetal. Para processá-los, possui um sistema digestório infinitamente mais complexo, 10x mais longo que o comprimento do próprio corpo, com intrincadas câmaras de fermentação (onde bactérias dão uma mão indispensável ao processo digestivo). Enzimas na saliva próprias para digestão de carboidratos, como a amilase, facilitam a mastigação e a digestão.


É realmente delicado trabalhar a aromaterapia e os óleos essenciais com animais, mas, com as informações corretas, é perfeitamente possível. Tenha sempre em mente que o bem-estar do seu bichinho vem em primeiro lugar e que nada pode ser forçado, ok? Pesquise sempre antes ou procure um aromaterapeuta para te ajudar!

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