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SAÚDE INTEGRATIVA
O olhar para o indivíduo na Saúde
Publicado em: 23/09/2021
Saiba como o modelo médico que enxerga o indivíduo de forma restrita, materialista e separada do todo e de suas realidades mais sutis, vem sendo superado por práticas Integrativas de Saúde

Quando vamos ao médico ou nos consultamos em serviços convencionais de saúde nos dias de hoje, é grande a chance de que sejamos atendidos em muitos locais de acordo com as práticas e orientações de um mesmo modelo: o Modelo Biomédico Cartesiano.

Surgido a partir do séc. XVII, esse paradigma encontra eco em uma bem determinada forma de pensamento social predominante na época: o da ciência mecanicista. Para as ideias em alta naquele momento — e que ocasionaram uma grande mudança na história da humanidade daí em diante — todas as coisas existentes funcionavam de modo semelhante à uma máquina, repleta de partes separadas e que deveriam ser estudadas isoladas, de acordo com metodologias científicas cartesianas e, de certa forma, bastante restritas. Não é de se estranhar que esse grande movimento tenha atingido em cheio a medicina e as práticas médicas daquele tempo, orientando gerações de profissionais que se baseiam até hoje em seus princípios.

Veja, é importante considerar que mesmo a ciência tendo se baseado nessa filosofia desde então, houve importantes progressos científicos em diversos campos do conhecimento que foram úteis e precisam ser reconhecidos, principalmente no que diz respeito ao avanço das tecnologias. No entanto, não podemos deixar de mencionar que a ciência baseada no Modelo Cartesiano, além de estritamente fundada em princípios teóricos racionalistas e materialistas, propôs uma separação entre corpo, mente e emoções difícil de ser superada até os dias de hoje, e que deixou de lado importantes questões de ordem mais sutil e metafísica, que possuem uma grande contribuição no gigantesco quebra-cabeça do conhecimento humano.

Quais as consequências desse pensamento?

Quando enxergamos o homem e a sociedade como uma máquina, cujo funcionamento se divide em partes separadas umas das outras, corremos o risco de cair em paradigmas bastante reducionistas a respeito da compreensão e funcionamento do ser humano. Essa visão, quando aplicada à medicina, defende que cada problema de saúde só poderia ser entendido de forma isolada, sendo quase inexistente sua relação com outras partes do corpo humano, com a mente ou até mesmo com aspectos mais subjetivos, porém não menos importantes, como nossas crenças, hábitos e sinergias ambientais e sociais.

Outro ponto bastante polêmico desse tipo de pensamento mecanicista é o de que, caso a manifestação de determinado sintoma parasse de ocorrer, isso seria necessariamente equivalente à cura. No entanto, hoje, devido aos avanços em diversas linhas de pesquisa e abordagens de saúde, já se sabe que a cura é algo muito mais complexo do que apenas a manifestação de um sintoma no corpo físico. Suas raízes podem estar ancoradas bem mais profundamente no âmago de cada pessoa, de forma que, mesmo que algum sintoma físico ou visível seja suprimido, não significa que sua causa tenha sido de fato resolvida.

A visão dos antigos

Povos antigos como hindus, celtas, indígenas, nativos, chineses e até mesmo na época medieval, no entanto, enxergavam as práticas médicas e o cuidado com a saúde de forma totalmente diferente. É comum que em muitas dessas culturas o ser humano fosse enxergado como um ser multidimensional, ou seja: composto de uma realidade física, mental, emocional, energética e espiritual. Na visão de práticas como a Medicina Ayurvédica ou a Medicina Tradicional Chinesa ou ainda a Indígena, por exemplo; o aparecimento de uma doença ou incômodo poderia estar ligado a mais de um fator, sendo necessário tratar o corpo, mas muitas vezes a alma também. Uma das formas de fazer isso seria buscar novamente o equilíbrio de fatores em desajuste na vida daquela pessoa, fosse por meio de alterações na alimentação, descanso, práticas como massagens, exercícios ou estímulo físico, uso de ervas medicinais e óleos essenciais e vegetais, trabalho com a mentalidade do indivíduo ou até mesmo limpezas energéticas e rituais que poderiam envolver, entre outras coisas, cores, sons, aromas, mantras e rezas. Tudo isso, logicamente, de forma diferente para cada cultura e povo. Muitos desses recursos voltaram a ser utilizados nos dias de hoje e, em parte, estão sendo resgatados pelo que chamamos de Práticas Terapêuticas Integrativas ou Práticas Integrativas e Complementares (PICS), que já são contempladas inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.

Segundo informações do Ministério da Saúde:

“As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. Em alguns casos, também podem ser usadas como tratamentos paliativos em algumas doenças crônicas.”

A Saúde Integrativa atualmente

Como dissemos, à medida que os saberes ancestrais a respeito de práticas integrativas antigas vêm sendo resgatados, juntamente com conhecimentos a respeito de plantas medicinais, óleos essenciais, fitoenergética e áreas afins, um novo modelo de Saúde vem surgindo. Muito mais centrado na pessoa e não apenas no sintoma; com afinidade com o universo da cura natural; orientado para um olhar preventivo e que considera a qualidade de vida independentemente da existência ou não da doença; e principalmente, preocupado em entender cada indivíduo como um sistema único (Bioindividualidade). A Saúde Integrativa é a nova abordagem que extrapola os limites de muitos consensos aos quais a medicina estava restrita até então, como por exemplo: a cultura hospitalocêntrica, o foco excludente do especialismo, o uso indiscriminado e unilateral de fármacos e a desconsideração dos aspectos pessoais, socioemocionais e ambientais do indivíduo.

Outro ponto também interessante de ser considerado é a nova forma de olhar as relações entre médicos, terapeutas e seus “pacientes”. Se antes a relação “médico-paciente” pressupunha um caráter mais receptivo e passivo da pessoa em tratamento, hoje ela evoca uma responsabilidade ativa do indivíduo na busca da cura e, principalmente, na manutenção preventiva de sua saúde. Por isso, nas práticas integrativas, o antes chamado “paciente” é hoje o “interagente”, no sentido de participar de forma interativa, junto com o médico ou terapeuta, do vínculo terapêutico. Empatia, escuta e aprofundamento nas causas dos males que cada um traz ao consultório, substituem a antiga observação afastada daquele que procura atendimento e são a marca dessas novas relações construídas no âmbito da Saúde.

Ou seja, um importante passo que difere bastante daquela abordagem do Modelo Biomédico que buscava nivelar as pessoas de forma universal ao olhá-las somente pelo viés das doenças catalogadas, e hoje procura partir do indivíduo diverso, único e peculiar, para enfim chegar ao estado de saúde mais pleno, muito mais abrangente que apenas a superação das enfermidades e de seus sintomas.

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